Aprender sobre liberdade com Jesus

Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados
19/08/2018

Aprender sobre liberdade com Jesus

Existem alguns textos na Bíblia em que Jesus nos mostra como ele encara a vida com Deus e com ele mesmo e mostrar claramente aos judeus que eram fissurados na religião e na interpretação pesada do Antigo Testamento. Um deles é no próprio evangelho de Mateus, escrito inclusive para o povo judeu, para mostrar que Jesus é aquele que havia de vir e pode nos ajudar a aprender sobre liberdade com Jesus.

Vejam comigo:

Vocês estão cansados, enfastiados de religião? Venham a mim! Andem comigo e irão recuperar a vida. Vou ensiná-los a ter descanso verdadeiro. Caminhem e trabalhem comigo! Observem como eu faço! Aprendam os ritmos livres da graça! Não vou impor a vocês nada que seja muito pesado ou complicado demais. Sejam meus companheiros e aprenderão a viver com liberdade e leveza. (Mateus 11.28-30).

Ação livre

Logo depois desta palavra de instrução sobre o que é graça ele executa a ação livre da graça.

Vai, num sábado, entra numa plantação de cereal e com os seus discípulos comem espigas. Os religiosos de plantão, lógico, já olham torto, pois ele estava ali “quebrando uma lei instituída pelos rabinos”, as regras do sábado. (Mateus 12.1-2).

“Seus discípulos estão quebrando as regras do sábado”, argumentam. (Mateus 12.2).

Ele responde com ironia: “É mesmo?! Vocês nunca leram o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam com fome? Ele entrou no santuário e comeu o pão fresco do altar, que ninguém podia comer, senão os sacerdotes. Também não leram na Lei de Deus que os sacerdotes, cumprindo seus deveres no templo, quebravam as regras do sábado o tempo inteiro, e não eram condenados por isso?” (Mateus 12.3-5).

Ensinando teologia para os teólogos

Além de falar dando instrução sobre a Bíblia e o Antigo Testamento ele também ensina teologia para aqueles fariseus que o condenavam, dizendo:

“Na lei do sábado, há muito mais que religião. Se vocês tivessem a menor ideia do significado daquela passagem da Escritura que diz: ‘Desejo um coração sensível, não um ritual inflexível’, vocês não seriam críticos de detalhes. O Filho do Homem não é escravo do sábado: é o Senhor dele”. (Mateus 12.6-8).

Jesus e a Lei de Deus sempre vão em direção da vida e tudo aquilo que se opõe à vida acaba sendo, por ele mesmo, tido como má interpretação dos fariseus, dos judeus, dos rabinos, dos mestres de Israel.

A Lei manda especificamente apedrejar pessoas que forem achadas em adultério – isso acaba sendo contra a vida (principalmente daquela mulher) e ele então faz um desafio para os religiosos de pedra na mão que atirassem se não tivesse pecado. Ele queria preservar a vida daquela mulher; ele não entende que ela não pecou, tanto que a instrui a mudar de vida, mas ele entende que ela não deveria morrer ou ser apedrejada por que cometeu pecado, porque afinal de contas, o que se tira de lição daquele episódio é que todos deveriam então ser apedrejados, ou então deveriam ser perdoados, pois todos tem pecado.

Não consigo entender como nós, desta época, não atentamos para as palavras e ações de Jesus sobre essa religiosidade que exige que torce o direito, que adoece, que emburrece, que traz mal e não bem, que condena e não liberta.

Aprender com Jesus, sem enxergar o mundo como ele enxergou realmente fica muito difícil e o que me incomoda profundamente é que usamos de desculpas que dizem: “existem pessoas que precisam ser assim, submetidas aos trabalhos forçados da religião, porque elas não podem ser libertas” e com essa desculpa continuamos oprimindo as pessoas.

Passou da hora de aprendermos a liberdade com Jesus.

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